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Segunda-Feira, 22 de Junho de 2015
Doenças Caninas II

Introdução

 

Existem várias doenças que acometem os cães atualmente, mas as principais doenças virais podemos prevenir através das vacinações anuais. Falaremos aqui sobre as principais doenças que a vacina V10 combate e previne em cães filhotes e adultos de todas as raças.

 

A Parvovirose

A Parvovirose é uma doença de alta mortalidade desde os anos 70. Transmitida pelo parvovírus encontrato normalmente nas fezes dos animais contaminados. Se o animal ingerí-las ou manter-se muito tempo próximo do lugar onde o animal doente se alojou e não estiver vacinado e com baixa imunidade, poderá contrair a doença.

É importante lembrar que o cão não precisa ingerir uma grande quantidade das fezes, basta lamber a pata que estiver suja ou brincar por tempo suficiente no espaço que houver um animal doente. Isso deve-se à estrutura biológica do vírus, muito mais resistente e de fácil transmissão.

Os principais sintomas da doença são: diarréia aguda, febre, vômitos, desitratação rápida, letargia, perda de pesa e de apetite, dentre outros.

Atenção! Não há cura para a doença. No entanto, existem tratamento que trabalharão com a imunidade do animal, proporcionando condições mais amenas dos sintomas das doenças, ou até mesma a incubação do vírus. Existem coquetéis de medicamentos para combater os sintomas e zelar pelo sistema imunológico do animal, que terá que ter cuidados rigorosos por todo o resto da vida.

A identificação precoce da doença auxilia muito os cuidados posteriores no cão doente, pois os sintomas não chegaram a tempo de serem agravantes e desenvolverem outros problemas de saúde (como a anemia profunda por desitratação e perda de peso e vitaminas).

A única forma segura de prevenir a doença é a vacinação animal e continuada que pode ser assimilada com a assepsia e a higienização constante do animal, casa, quintal e outros locais de uso frequente do cão.

 

Cinomose

A Cinomose é a pior doença canina conhecida atualmente. De alta mortalidade, é uma doença que não tem cura e de difícil tratamento para diminuição dos sintomas. Uma vez diagnosticada (através de exame de sangue) o animal deve ser isolado e tratado sempre por um Médico Veterinário para controlar as reações da doença e tentar proporcionar uma vida mais tranquila ao animal doente.

Os principais sintomas da doença são: tosse, febre, espirros, perda de apetite, apatia, fraqueza, vômitos, diarréia (possivelmente com sangue), secreções nasais, secreções oculares (conjuntivite, por exemplo, perda de coordenação motora, miclonia (movimentos involuntários), contrações musculares involuntárias, convulsões, paralisia, dores em diversas regiões, dentre outros.

Assim como os sintomas, a gravidade da doença dependerá do órgão atingido inicialmente, tornando impossível prever quais os próximos sintomas a serem desenvolvidos pelo animal enfermo.

Como uma doença viral multi-sistêmica, espalha-se por todo o organismo do animal não obedecendo um padrão evolutivo da doença. É comum observarmos um animal com cinomose apenas com os sintomas iniciais de diarréia e um outro com sintomas iniciais neurológicos. 

Como uma enfermidade que não tem cura, a doença só pode ser prevenida através da vacinação anual e da assepsia constante do ambiente, nunca permitindo que seu cão tenha contato com um animal infectado e nem com o espaço contaminado, uma vez que a doença é viral e de fácil transmissão através do ar.

 

Parainfluenza

Este vírus é normalmente responsável pela traqueobronquite infecciosa (Tosse Canina). A doença possui cura eficiente quando tratada desde os primeiros sintomas, que são: secreção nas mucosas (olhos, nariz e boca) e tosse seca ou úmida, perda de apetite e eventualmente febre média a alta.

Essa doença é muito comum no inverno, uma vez que o tempo frio é o clima preferido do vírus, portanto é recomendável uma atenção maior a qualquer mudança de comportamento no seu pet. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo.

 

A transmissão do vírus é feita após contato direto com outro animal infectado ou por permanência superior a 24 horas em ambiente contaminado.

 

Hepatite Infecciosa Canina

A Hepatite Infecciosa Canina (HIC) é extremamente periosa e altamente contaminante entre os cães domésticos e outros animais como a raposa e os lobos. Os animais infectados por este vírus podem apresentar os seguintes sintomas: febre, vômitos, diarréia, dor abdominal, faringite, linfadenopatia, edema cervical, tosse e diátese hemorrágica, ataca também o Sistema Nervoso Central causando desorientação, depressão, convulção, dentre outros. Em raríssimos casos, o animal também apresenta alteração na cor dos olhos, para um tom azulado.

 

Quando diagnosticada precocemente, a doença pode ser domada ou até extraída do animal, porém são poucos os casos de cura completa. Este vírus pode ser incubado quando tratado e, mesmo assim, há um risco muito grande de óbito.

O HIC é transmissível através de contato direto com o animal contaminado ou com as secreções de suas mucosas. Por isso, é muito importante saber a saúde do animal que brinca com o seu cão, os brinquedos compartilhados ou o ambiente em que seu pet está. Tudo isso é relevante para o cuidado com seu bichinho.

 

Esta doença pode ser prevenida principalmente com a vacinação anual da V10. Porém a assepsia e higienização geral do animal, do ambiente, dos brinquedos e acessórios do cão são de extrema importância para a prevenção desta doença letal.

 

 

Adenovirus Tipo II

 

Adenovirus Tipo II é, também, uma doença respiratória canina. Semelhante à Parainfluenza, esta enfermidade afeta a laringe, traquéria, brônquios e pode desenvolver a Tosse Canina. A diferença entre as duas doenças basicamente é a intensidade dos sintomas e a gravidade com que se desenvolve, fazendo a Adenovírus Tipo II ser mais aguda e mortal que a Parainfluenza. 

Outra diferença peculiar da Adenovírus Tipo II é a apresentação do sintoma de Tosse seguido por uma secreção branca espumosa, não reconhecida em casos comuns da Parainfluenza.

A transmissão da doença é feita através de contato com as mucosas e secreções do animal saudável com o animal com os sintomas e o compartilhamento dos brinquedos, camas, petiscos e outros acessórios caninos também podem vir a espalhar a doença. Com a permanência no mesmo local do cão enfermo também possibilita a incubação do vírus no cão saudável.

A vacinação anual da vacina e cuidados com a higiene e assepcia do cão e animal auxiliam na prevenção da doença, que é conhecida por ser letal principalmente em filhotes.

 

Leptospirose

 

A Leptospirose é a Zoonose mais conhecida popularmente e, mesmo com tal conhecimento, em 80% dos casos de animais diagnosticados infectados, os humanos também se contaminam. Isso se deve à fácil disseminação da doença, através de mosquitos, cães, gatos, ratos e outros animais. No entanto, um animal sensível (com baixa imunidade) pode infectar-se se ficar em um ambiente contaminado tempo suficiente para o patógeno alojar-se em seu organismo.

A zoonose é transmitida ao ser humano através de contato com água contaminada, saliva do animal doente ou picadas/mordidas das espécies.

Como funciona? A leptospira penetra pelas mucosas ou pela ferida do animal, após 10 dias (ou menos) que o vírus estiver alojado no organismo do hospedeiro, ele invade a corrente sanguínea do cão e multiplicando-se rapidamente. Neste momento os sintomas começam a aparecer (febre, leucocitose e albuminúria) e, daí para frente, a tendência é se espalhar e piorar.

Os demais sintomas da doença são: problemas no fígado, rins, baço, sistema nervoso central e olhos, esquimoses, icterícia, necrose focal de parênquima hepático, lesões hepáticas severas, dentre outros. Neste estágio o animal padece de problema renal ou hepático.

O diagnóstico da doença é realizado através de exame de urina ou hemograma e pode ser tratada quando identificada primariamente. 

A forma mais segura de prevenir a doença é aplicando anualmente a vacina no pet e cuidando para impedir o acúmulo de água em casa e grandes quantidades de mosquitos, ratos e insetos em casa. Higienização e assepcia do ambiente familiar é de grande valia no combate contra esta zoonose tão comum e mortal.

Coronavirus

 

O Coronavirus canino é uma doença comum nos canis de cães que não possuem uma boa higienização e assepcia. Em animais vacinados, a vírus assemelha-se a uma gripe canine leve com transtornos gastrointestinais, porém para animais filhotes (pouca imunidade) ou adultos que estão com a saúde geral comprometida e vivem em ambientes sujos, o vírus pode se alojar e desenvolver problemas mais severos podendo, em casos extremos, levar o pet à óbito.

Os sintomas desta doença são: diarréia (fezes com sangue podem surgir de acordo com o grau da doença), febre, perda de apetite, dor abdominal, fraqueza e apatia, desitratação e vômito.

A forma de transmissão desta enfermidade é através do contato oral diretamente com as fezes infectadas. Não é necessário apresentar coprofagia para submeter-se à doença, basta lamber as patas após pisar nas fezes do cão doente.

A gastrointerite apresentada pelos sintomas da doença, pode ser facilmente tratada por um médico veterinário após diagnosticada precocemente a doença, levando à cura total.

A prevenção é feita com a vacinação anual e com a higienização do ambiente e do animal, impedindo também do cachorro desenvolver coprofagia com o uso de florais e outros métodos medicinais após apresentar tendência em comer fezes.

 

 

Em breve falaremos mais sobre as doenças dos gatos e outras doenças caninas que podem vir a serem reconhecidas como Zoonoses ou com alto índice de óbito nos mascotes.

 

*Pratique a Posse Responsável: Consulte sempre um Médico Veterinário*

Postado Por Pâmella
 
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